
Ele era um negro gato, a cara do Brasil. Tinha aquele gingado carioca e o jeitinho de quem chegava chegando. Toda vez que Vidinha passava, ele empinava-se feito um pavão exibindo sua masculinidade. Ela nem olhava.
Naquela noite, como em todas as noites de sábado, ele subiu o morro. Caminhou já pensando na bebedeira e em virar a noite ao som do funk carioca. Depois voltaria para casa carregado pelos amigos ou acabaria ficando por ali mesmo, naqueles banquinhos que a prefeitura espalha para os namorados.
Aquela noite estava diferente, tinha um ar especial. Talvez por causa da lua que girava, traçando no céu um compasso, ou apenas porque entre a multidão que dançava estava Vidinha. Destacava-se. Era como se um raio de luz celestial iluminasse suas formas doces e arredondadas.
Bebeu, cantou, dançou e já no fim da noite, bêbado demais, resolveu aproximar-se de Vidinha, que estava acompanhada. Em sua mente piscavam imagens da moça dançando. Ele queria contá-la como ela era glamurosa, queria idolatrá-la rainha do funk, dizer que ela era poderosa, que tinha um olhar de diamantes, que envolvia, fascinava e agitava o salão. Já de frente para a moça, olhando-a nos olhos, faltaram-lhe palavras. Beijou-a.
No dia seguinte, via-se nos jornais uma notícia amarga, sobre a morte de um tal de João, que havia beijado a namorada de um traficante e acabou assassinado. Embora fosse cedo e ele mal conhecesse a vida, teve anunciada a hora de sua partida, sem nem saber o rumo que a vida poderia ter tomado. Mesmo assim, o vai e vem das ruas continuou, afinal, era só um João.
Nathalie Martins Panoeiro
Ahaaaaaaaa, tava inspirada ^^
raridade eu escrever e gostar... ta ai resolvi ateh postar (rimow)
hope u like bitch!!
cya
Naquela noite, como em todas as noites de sábado, ele subiu o morro. Caminhou já pensando na bebedeira e em virar a noite ao som do funk carioca. Depois voltaria para casa carregado pelos amigos ou acabaria ficando por ali mesmo, naqueles banquinhos que a prefeitura espalha para os namorados.
Aquela noite estava diferente, tinha um ar especial. Talvez por causa da lua que girava, traçando no céu um compasso, ou apenas porque entre a multidão que dançava estava Vidinha. Destacava-se. Era como se um raio de luz celestial iluminasse suas formas doces e arredondadas.
Bebeu, cantou, dançou e já no fim da noite, bêbado demais, resolveu aproximar-se de Vidinha, que estava acompanhada. Em sua mente piscavam imagens da moça dançando. Ele queria contá-la como ela era glamurosa, queria idolatrá-la rainha do funk, dizer que ela era poderosa, que tinha um olhar de diamantes, que envolvia, fascinava e agitava o salão. Já de frente para a moça, olhando-a nos olhos, faltaram-lhe palavras. Beijou-a.
No dia seguinte, via-se nos jornais uma notícia amarga, sobre a morte de um tal de João, que havia beijado a namorada de um traficante e acabou assassinado. Embora fosse cedo e ele mal conhecesse a vida, teve anunciada a hora de sua partida, sem nem saber o rumo que a vida poderia ter tomado. Mesmo assim, o vai e vem das ruas continuou, afinal, era só um João.
Nathalie Martins Panoeiro
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